domingo, 7 de agosto de 2011

THUNDERCATS 2011



Estreou finalmente o aguardado reebot do desenho animado Thundercats. Os gatos trovejantes voltaram em grande estilo, mas pouco lembram o desenho clássico da década de oitenta. Com um visual mangá, numa mistura interessante do estilo de mangá mais contemporâneo com um toque vintage, que lembra muito o visual dos RPGs japoneses como Breath of Fire e os Final Fantasy, a nova série de animação promete.

O roteiro e a maneira como a ação e a trama se desenrolam também lembram os famosos jogos de RPGs eletrônicos japoneses. Ao invés do estilo quase simplório do roteiro original, recheado de lições de moral, diálogos risíveis e personagens que beiravam a caricatura, essa nova série possui um argumento mais sólido e um roteiro bem mais elaborado.



Thundera não é mais um planeta moribundo, nem tão pouco o grupo dos Thundercats são os últimos de sua raça. Esse plágio das histórias do Super-Homem foi deixado para trás. O terceiro mundo é seu planeta natal, e Thundera é uma nação entre tantas outras, e, diga-se de passagem, uma poderosa nação imperialista que domina várias outras. Além da raça dos “gatos” existem raças de cães, lagartos e peixes hominídeos, e várias outras, novamente numa referência clara aos já citados RPGs.



Lion-O é o príncipe herdeiro de Thundera, e um jovem obcecado com a lendária “tecnologia”, Tygra é seu irmão, um rapaz arrogante e guerreiro extremamente habilidoso. Entre os dois existe uma forte rivalidade, mas Tygra respeita a posição do irmão como herdeiro do trono. A espada justiceira (sword of omens no original) apenas revela seu poder nas mãos da linhagem real, e somente o mais poderoso dos reis poderá desvendar seu verdadeiro poder, a capacidade da “visão além do alcance”. Logo no início, Thundera cai vítima de seu mais terrível e lendário oponente, Mun-ra, ainda mais poderoso e asqueroso que sua versão original.




Com seu reino destruído, Lion-O, Tygra, Cheetara e os gêmeos partem em busca da única coisa capaz de reerguê-lo, o livro dos presságios. Diferente da animação original, a nova versão é uma espécie de “novelinha”, como normalmente o são as animações japonesas, algo relativamente raro em se tratando de desenhos americanos, com exceção de Avatar: a Lenda de Ang.

Todos os personagens principais, de uma maneira ou de outra, já deram as caras, até mesmo Snarf, que dessa vez não passa de um gatinho fofo, e não uma ama-seca insuportável. Boa pedida para quem deseja assistir algo novo e de qualidade, todavia, para os saudosistas, a novidade lembra muito pouco o desenho original.




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