sexta-feira, 8 de julho de 2011

Transformers 3



Em sua terceira incursão no universo dos robôs metamorfos, Michael Bay mostra que sua fórmula para a franquia ainda está longe de perder o fôlego. Com uma mistura de humor escrachado, quase non sense, ação incessante e efeitos especiais de tirar o fôlego, ele consegue fazer valer a pena o ingresso. O roteiro é enxuto, e escapa da linearidade com algumas reviravoltas, nada que exija algum esforço de reflexão ou atenção do espectador, mas que certamente tornam a história do filme um pouco mais interessante.

O estilo “cinema catástrofe” é reforçado nesse terceiro episódio, e nesse quesito, o diretor se supera, com cenas impressionantes de ação, perseguição e destruição. As lutas entre os robôs são simplesmente de tirar o fôlego, e os efeitos tão perfeitos que é praticamente impossível distinguir os transformers do cenário e dos atores reais. Vários comediantes conhecidos participam desse filme e Shia LaBeouf está muito a vontade no seu papel de “herói improvável”. Uma das maiores decepções do filme é a ausência da bela Megan Fox, que fazia par romântico com o LaBeouf, em seu lugar aparece a estonteante Rosie Huntington-Whiteley, modelo da famosa linha de lingerie Victoria’s Secret. Apesar de se igualar a Megan no quesito beleza, ela não convence no papel de uma executiva de sucesso, e o diretor, sabiamente, a utiliza mais como um dos recursos visuais que compõem o filme do que propriamente como atriz. Como parte da fotografia do Filme, a experiência de Rosie como modelo compensa sua falta de vocação para a atuação.







Transformers 3 é um filme divertido, que não se leva a sério demais, com cenas de lutas, tiroteios e perseguições eletrizantes, uma história bobinha, mas que funciona bem, recheado de um time de ótimos atores e uma beldade loira que, em vários momentos, consegue desviar a atenção das explosões e demolições incessantes do filme. Vale a pena dar uma conferida.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Kung Fu Panda II



Kung Fu Panda II é sensacional! Roteiro enxuto, com uma história envolvente, e extremamente engraçado. Assim como o primeiro filme da franquia, toca em questões profundas e sérias de uma maneira extremamente sutil. Mesmo sendo um desenho animado de comédia, mais uma vez o Kung Fu é muito bem retratado, com suas sutilezas e filosofia delicadamente mesclado a ação e as piadas.

O vilão dessa continuação é bem mais interessante que o brutamontes Tailung do primeiro filme. O pavão Lorde Shen é um megalomaníaco, obcecado pelo poder e que, de certa maneira, sabe que caminha uma senda sem volta e funesta. Assim como Tailung, ele tem o que os americanos chamam de “father issues”, seus pais o expulsaram do reino que ele deveria herdar, anos depois, consumido pelo ressentimento, ele o toma de volta a força.

Sutilmente, vários aspectos importantes do Kung Fu são mostrados, a diferença entre os estilos suaves e duros, exemplificados pela tigresa, com punhos de ferro, e o “molenga” Po, o panda. Além disso, toca-se no aspecto interno e externo das artes marciais chinesas. Para se alcançar a perfeição na arte, é preciso encontrar a “paz interior”, com rara beleza e lirismo, Po atinge seu potencial de guerreiro ao fazer as pazes com o seu passado e relembrar através de uma meditação em movimento similar ao Tai Chi, como se separou de seus pais biológicos, encontrando a si mesmo no processo. Da maneira como está escrito no Tao Te King de Lao Tzu “quem vence aos outros é forte, quem vence a si mesmo é poderoso”.

Em vários momentos, o diretor apela para uma estética de vídeo-game que se mostra muito interessante, e o recurso da animação tradicional – já explorado no primeiro longa metragem – é utilizado novamente e, dessa vez, com ainda melhores resultados.

Po parte numa jornada para salvar o Kung Fu, mas essa se torna uma jornada de auto-conhecimento, onde ele descobre a si mesmo e, de quebra, salva o Kung Fu. Boa parte da sabedoria contida no filme é expressa pela vidente Fala Macia, assim como no Kung Fu Panda I, um dos temas principais é a máxima Zen “o passado não existe e o futuro é uma ilusão”. O Pavão Shen é incapaz de compreender isso, e vive preso ao seu rancor, ao passado. diferente de Shen, Po logo faz as pazes com seu passado e volta a viver no presente, e a se preocupar com seus amigos.

Engraçado e divertido como poucos filmes, com ação e aventura de sobra, profundo sem ser pedante ou chato, Kung Fu Panda II é uma excelente pedida, não percam!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A melhor Pichação que eu já vi!

Outro dia estava me recordando de uma pichação que vi em um banheiro e que me chamou à atenção por ser extremamente espirituosa. Tenho esse hábito de, quando vou a banheiros públicos, ler os rabiscos deixados lá por usuários anônimos. Creio que esse hábito é um precursor dos fóruns de discussão na internet ou mesmo dos blogs. Mesmo na cidade de Pompéia, os arqueólogos encontraram esse tipo de escrita em banheiros, falava-se até mal de políticos da época – certas coisas realmente não mudam – pois é, essa é uma prática ancestral, e de todos os que já li, esse que estou prestes a narrar foi o melhor.

Fiz parte, durante um bom par de anos, de um núcleo de extensão na UFC, cuja sala ficava ao lado do Centro Acadêmico de letras e bem próximo a um banheiro. Pois foi nesse banheiro que li o tal grafite, tratava-se, na verdade, de duas pichações, uma primeira e uma resposta a primeira. A primeira pichação dizia o seguinte “quero dar o cú” sic, a seguinte respondia da seguinte maneira: “meu filho, cu é monossílabo tônico, logo se o seu cu tem acento, ele já tem um pauzinho dentro”.

Creio que apenas numa faculdade de letras se poderia encontrar tal coisa, até hoje a lembrança dessa correção gramatical tão inusitada me traz um sorriso aos lábios, apesar da evidente escatologia, ou talvez devido justamente a ela.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Megan Fox


Me deparei com essa foto, e me chamou atenção, entre outras coisas, a frase atribuída a Megan Fox: "every time I get another tatoo, it's like a little F-you to anyone who told me not to". para os que não falam inglês: "cada vez que eu faço outra tatuagem, é como um pequeno foda-se para qualquer um que me disse para não fazer.

Acho que ela foi muito feliz ao expressar um sentimento que é geral em qualquer um que faz tatuagens. Nossa sociedade ainda é muito preconceituosa, e as pessoas têm a audácia de querer legislar até mesmo sobre uma das coisas, depois das nossas idéias e sentimentos, que há de mais íntimo: nosso corpo. Não apenas isso, mas a imagem que fazemos do corpo e que transmitimos dele. É impressionante como existem pessoas tão arrogantes que julgam poderem opinar até mesmo sobre isso, ou que  crêem  nos compreenderem melhor de que nós mesmos. No fim das contas, com ou sem tatuagens, somos nós que vamos viver dentro da nossa pele, e não os palpiteiros de plantão. 

Além disso, esses palpites não traduzem qualquer tipo de sabedoria mundana ou de caráter prático, mas apenas preconceitos e projeções. Então, como terminei recentemente uma tatuagem beeem grande, faço minhas as palavras de Megan Fox e um pequeno "fuck you" a todos os preconceituosos palpiteiros de plantão! Tatuagem é atitude, então ao se deparar com alguém tatuado, não perca seu tempo dizendo a ele ou ela o que fazer ou querendo parecer mais sabido do que você realmente é, caso resolva fazer isso, "fuck you" para você também!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Detroit Metal City!!!!!





Detroit Metal City é provavelmente o Anime mais ridículo e idiota que eu já vi em toda a minha vida! Não bastasse isso, é sem sombra de dúvida, o Anime mais engraçado que já vi. A princípio parece simplesmente ridículo, mas quando menos se espera ele provoca um ataque incontrolável de riso devido às situações bizarras e improváveis em que se mete o protagonista.

Detroit Metal City, ou DMC para encurtar, é o nome de uma banda de Death Metal, liderada pelo terroristra, estuprador e demônio vindo diretamente das profundezas do inferno Johannes Krauser II, idolatrado por seus fãs como um deus vivo do metal! Na realidade, por trás da fantasia e da maquiagem pesada no melhor estilo Kiss, Johannes Krauser II é o pacato e efeminado Negishi, um fã de música pop sueca que sonha em fazer sucesso cantando melodias adocicadas, mas se vê forçado por sua produtora maluca a encarnar o demônio das profundezas Krauser II.




A banda alcança cada vez mais sucesso e surgem dezenas de histórias macabras sobre seus feitos, todas inventadas, em mais uma referência ao mundo do Rock. Por mais que os fãs estejam convencidos de que Krauser matou os próprios pais e é a encarnação do mal, ele não passa do tímido Negishi. O alter-ego de Negishi é o extremo oposto dele, enquanto o jovem cantor é um boboca tímido e fraquinho, Krauser é o supremo Bad Boy e deus do Metal.

Detroit Metal City é imperdível, é uma bobagem atrás da outra, mas é simplesmente hilariante. São apenas 12 episódios de 23 minutos, num estilo de desenho e animação propositalmente descuidado, com histórias malucas e absurdas, vale muito a pena para combater o mau humor com Metaaaaaaaaaaal!!!!!!


sábado, 14 de maio de 2011

Tiger and Bunny







Tiger and Bunny é um anime que está atualmente no sexto episódio de um total de 26 que serão exibidos. O anime trata da temática de super heróis de uma maneira tão inovadora e interessante como não via desde Watchmen e Top Ten do genial Alan Moore.

No universo ficcional do anime existem algumas poucas pessoas com poderes chamadas de Next. Um seleto grupo de Next funciona como uma espécie de força policial de elite da cidade, mas de uma maneira muito inusitada: eles fazem parte de um reality show chamado King of Heroes. O show de TV é transmitido ao vivo e cada um dos participantes usa uma fantasia espalhafatosa e é patrocinado por uma empresa, como Pepsi e Bandai. Para decidir quem será o King of Heroes no final do ano cada um dos participantes ganha pontos por pessoas salvas e atos heróicos. Tudo não passa de um grande circo midiático para alavancar as ações das empresas envolvidas e vender todo tipo de produtos relacionados aos heróis, de camisetas a cards colecionáveis.




Os personagens principais são o veterano e decadente Wild Tiger, cujo nome real é Kotetsu, e o novo e brilhante herói Barnabi, apelidado por Tiger de Bunny. Eles são opostos em tudo: Tiger tem uma personalidade epimeteica e é um herói de verdade, preocupado em salvar as pessoas e não em ganhar pontos; Bunny possui uma personalidade prometéica e, ao menos aparentemente, está interessado em ganhar pontos e popularidade.

A série possui boas cenas de ação, personagens interessantes e comédia na medida certa. É uma ótima pedida não apenas para os fãs de super heróis, mas qualquer um interessado em dar umas boas risadas e ver uma boa história deve assistir Tiger and Bunny, diversão garantida.



sexta-feira, 13 de maio de 2011

Soneto

Compartilho com vocês um soneto particularmente bonito que acabei de ouvir. Como já disse, não sou exatamente um romântico, ou grande apreciador de poesia, mas tenho meus momentos.

Voltada sobre o pano, a moça borda 
a infância e seus jardins, os dias claros, 
as despedidas na ponte dos poentes, 
a magia da noite, os seus cavalos. 


Como evitar a morte, a mão que borda, 
ao sereno lençol que, nu, aguarda 
a forma de seu sonho, humilde, indaga, 
senão amando e se tornando amada? 


O fio compõe a lenda, sobre o linho, 
do capim trescalante e o rio da tarde 
que banhava a colina e os dois amantes. 


Mas, por saber no amor eternizado 
o que a morte vencer não pode mais, 
a mão desfaz os pontos já bordados. 


Alberto da Costa e Silva